Conheça Guarapari

Principal cidade turística do Espírito Santo, Guarapari atrai diversos turistas do mundo inteiro graças às suas belezas naturais e às areias monazíticas (radioativas), com virtudes alegadamente terapêuticas, apesar de os benefícios no tratamento de artrite ou reumatismo não terem comprovação científica.10 . Com mais de 30 praias e boa rede hoteleira, chega a atrair 700 000 turistas no verão 11 , sendo que em 1994, a cidade recebeu 1 500 000 turistas, enfrentando graves problemas no abastecimento de energia e água, sendo que foram realizadas medidas que resolveram o problema.


História

Tradição, História e Cultura se fundem para ter no Turismo o registro no tempo e ficar como legado para as demais gerações. Privilegiada não só pela natureza que a dotou de muitos encantos, cantada em prosa e verso como maravilha da natureza, Guarapari teve a sorte de ter abrigado durante o período colonial, uma das figuras mais expressivas da Igreja e da própria História do Brasil, o Padre José de Anchieta. Queria ele que os padres amassem seus índios, apoiasse a catequese, a civilização e liberdade dos mesmos. A semente germinou a idéia para a criação desta cidade que pode ser vista através de manifestos feitos por Anchieta.

Assim, sob o manto da catequese e da fraternidade nasceu Guarapari. Em 1569, o Padre José de Anchieta percorreu as terras do Espírito Santo como visitador dos jesuítas, encarregado de estabelecer novas aldeias para a catequese dos índios. Nesta ocasião ficou determinado que fosse fundado numa dessas povoações Guarapari. A localização era totalmente favorável pois julgavam por bem fundar aldeias e residências sempre as margens dos rios ou embocaduras, facilitando assim as entradas que necessitavam fazer a procura de novas levas selvagens.

A história conta que um missionário de Tenerife, a maior das Ilhas Canárias, província da Espanha, de nobres famílias da Península, Llarena, Loyola, Núñes e Anchieta e ainda soldado do grande santo Inácio de Loyola, arribou a estas terras brasileiras a 13 de julho de 1.553. Era o Apóstolo José de Anchieta. Depois de haver evangelizado em outros cantos deste País, veio para a Capitania do Espírito Santo ao lugar chamado Reritiba, hoje Anchieta (Padre Antônio Núñes). Foi em 1.569, quando o Padre José de Anchieta percorria as terras do Espírito Santo como visitador dos jesuítas, encarregado de estabelecer novas aldeias para catequese dos índios Goitacazes, Purus Tupiniquins e Aimorés, sendo uma delas a de GUARAPARI, que determinou o nascer desta povoação. No alto de uma colina levantou-se um convento para os missionários e uma igreja devotada a Sant´Ana, recebendo este lugarejo o nome de Aldeia do Rio Verde ou Aldeia de Santa Maria de Guaraparim.

Para a inauguração da aldeia e da igreja, o Padre José de Anchieta compôs a mais expressiva de suas obras literárias, o Auto Tupi, escrito em língua tupi, pois os índios não sabiam a língua portuguesa, reverenciava Maria Imaculada, tendo como personagem a alma de Pirataraka, índio falecido. O Padre José de Anchieta foi evangelizador, músico, poeta e primeiro teatrólogo do Brasil, muito divertia os índios com teatros ao ar livre, vindo a falecer em 09 de junho de 1597. Missionário sertanista Padre Antonio Dias e outros trouxeram para Guarapari muitas levas de índios do interior das tribos termiminós e tupiniquins, tornando a aldeia uma das mais prósperas Assim surgiu Guarapari, a sombra da fé, do sentimento e do amor ao próximo.

Em 1677, sob o mando de Francisco Gil de Araújo, Donatário da Capitania do Espírito Santo foi edificado outra igreja ao lado do posto do Convento, dedicando a N. Srª da Conceição. Esta igreja nunca chegou a ser totalmente construída pois pegou fogo. Mais tarde tentou-se construí-la e foram refeitos os frontais e o campanário. Hoje a ruína encontra-se tombada pelo Patrimônio Histórico.
Em 1° de janeiro de 1679, por mercê de D. Pedro, o Donatário Francisco Gil de Araújo, eleva a aldeia de Guaraparim a categoria de vila. Com o crescimento da vila os jesuítas abandonaram em definitivo a aldeia, permanecendo fixado ao sul da Capitania em Reritiba, hoje a cidade de Anchieta. 
Em 1835, foi criada comarca de Guarapari pela Lei Provincial de 1.835, compreendendo a mesma o Rio Itapemirim, Beneventes e Guarapary. A administração da vila era feita pelo Presidente da Câmara, cargo que hoje corresponde ao de Prefeito. O primeiro cargo de Presidente da Câmara Municipal de Guarapari foi nomeado pela Princesa Isabel como comendador o Sr. Ismael de Paula Loureiro.

Em 24 de dezembro de 1.878 Guarapari passou de vila a município, mas durante alguns anos ainda pertenceu à cidade de Anchieta.  O serviço telegráfico foi inaugurado em 1.888. 
A Lei Estadual de 19 de setembro de 1.891, sancionada pelo Juiz de Direito e Presidente da Província, Coronel Manoel da Silva Mafra, deu a Guarapari foros de cidade. Finalmente, em 29 de fevereiro de 1948, Guarapari teve sua Câmara instaurada.

A lei nº 779, de dezembro de 1.953, fixa em três os distritos que compõe o município:

VISITA DE D. PEDRO II

Colégio anos 50No ano de 1860 a Vila de Guarapari teve a honra de receber a visita do Imperador do Brasil D. Pedro II. E nesta ocasião, ele teve a oportunidade de ver uma população bastante expressiva entre 1.000 a 1.200 habitantes, visitou uma escola com 41 alunos matriculados em papel solto, e comentou “... a letra do professor é boa, nada de gramático...”. Visitou o estaleiro da construção naval, o cultivo do café e gêneros alimentícios. Se a imperatriz tivesse descido em terra, as peritas bordadeiras da vila não perderiam a ocasião de lhes mostrar as suas famosas e delicadas rendas de bilros, trabalho de paciência e de muita beleza. 

 

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Esta terra é realmente maravilhosa. Já passou pelos degraus históricos de Aldeia, Vila e Cidade.

- Aldeia do Rio Verde ou Santa Maria de Guaraparim, remonta aos tempos do seu fundador, B. José de Anchieta, no ano de 1585.
- A Vila de Guaraparim por mercê do Rei D. Pedro na pessoa do Donatário da Capitania, Francisco Gil de Araújo, no ano de 1679.
- A Cidade de Guarapari: A Lei Estadual nº 28, de 19 de setembro de 1891, sancionada pelo Juiz de Direito e Presidente da Província, coronel Manoel da Silva Mafra, deu a Guarapari foros de     cidade. O serviço telegráfico, inaugurado em 1888, teve influência marcante na emancipação política da cidade.
-Finalmente, em 29 de fevereiro de 1948, Guarapari teve sua Câmara instaurada.  A lei nº 779, de dezembro de 1.953.

Fonte: Guarapari é o seu nome 
Autor: Pe. Antônio Nunez (1987)

 

Simbolos da Cidade

O primeiro Brasão de Armas do Município de Guarapari foi instituído pela Lei Municipal nº 484/1968, no ano de 1968 possuindo a seguinte forma:

  • Uma coroa de cinco pontas na cor metal ouro sobre o escudo;
  • Um escudo português falmenco –ibérico contendo no campo superior a cor metal ouro (representando as riquezas de nossa Terra), com um Guará (ave que habitava os manguezais da Cidade, símbolo máximo que deu origem ao nome deste Município), olhando para a esquerda, pousado sobre uma campana azul (representando os mares azuis de Guarapari);
  • Como suportes, à destra, um ramo de café frutificado; e a sinistra, um ramo de mandioca, ambos em sua cor, passados em aspa sob o escudo representando os produtos produzidos pelo interior do Município de Guarapari;
  • Num listal (faixa azul), com as pontas dobradas e terminadas em flâmula é gravado o topônimo em latim  “PER ORAS SANATUR”, em metal ouro. Nas pontas em flâmula, são gravadas à destra “Guarapari”; e à sinistra “1969”, ambas em metal ouro.

A Administração da Câmara Municipal biênio 2007/2008, buscando atualizar a legislação municipal, bem como modernizar sua consulta para os cidadãos, observou que o Brasão do Município de Guarapari estava em desacordo com a Lei Federal que institui a criação dos Brasões de Armas dos Municípios que compõe a República Federativa do Brasil. Por isso o Presidente Sérgio Ribeiro Passos, ordenou a Assessoria Legislativa que pesquisasse a forma correta de um Brasão Heráldico e fizesse a correção necessária ao Brasão do Município de Guarapari.  



Após 3 meses de árdua pesquisa, foi instituída pela Lei Municipal nº 2889/2008, o NOVO BRASÃO DE ARMAS DO MUNICÍPIO DE GUARAPARI, seguindo as normas estabelecidas pela  Lei Federal, abaixo:

  • Escudo português flamenco-ibérico que tem a sua parte superior em linha reta e a inferior boleada, evocando a origem lusitana e colonizadora, principal formadora da nacionalidade brasileira, filetado de sable, cortado com predominância em metal ouro, carregado de figuras naturais
  • No escudo, no lado esquerdo está retratado a vegetação típica de mangue, ilustradas com cores naturais.
  • No escudo, no lado direito está representado o mar e suas praias, e a representação de uma Montanha, ilustrando as belezas naturais de Guarapari.
  • No centro do escudo, o elemento marcante da cultura guarapariense – “O Guará”, em pé observando, confiante, o futuro de Guarapari.
  • Uma coroa mural de cinco torres visíveis, em metal prata (mostrando que é uma Cidade do Estado do Espírito Santo, sendo que a torre de ouro só pode ser utilizada por capitais), sendo três frontais e duas laterais, com portões e janelas abertas aos visitantes
  • Como suportes, um ramo de café frutificado e duas folhas de bananeira com os seus respectivos frutos à base, ambos em sua cor, passados em aspa sob o escudo representando os produtos do interior do Município de Guarapari.
  • Num listal (faixa azul), com as pontas dobradas e terminadas em flâmula é gravado o topônimo em latim “ PER ORAS SANATUR” (significa: “A saúde vem do mar”), em metal ouro. Nas pontas em flâmula, são gravadas as abreviaturas cronológicas, “11-05-1891” – data da Emancipação Política; e à sinistra “28-12-1948” – instalação da Comarca de Guarapari, ambas em metal ouro.
O NOVO BRASÃO é moderno, encontra-se dentro das normas legais e vigentes no pais. Dá ênfase as belezas naturais do Município retratando as praias, os mangues e as montanhas, mostrando que temos dois climas importantíssimos para o Estado do ES formado pelo Binômio Praia – Montanha. Dando ainda a devida importância ao interior , representado pelos dois maiores produtos agrícolas o Café e a Banana.
 
A Bandeira
 
 

Hino "Valsa de Guarapari"
Letra por Pedro Caetano | Melodia por Pedro Caetano

Quer viver o sonho lindo
Que eu vivi?
Vá viver a maravilha
De Guarapari.

Um recanto que os poetas
E os violões
Não conseguem descrever
Nas mais lindas canções.

Pelas suas noites claras,
A lua serena
Vem brindar os namorados
Na areia morena.

Ninguém poderá sonhar
Nem viver o que eu vivi
Longe desta maravilha
Que se chama Guarapari.

 

População

105 286 hab. Censo IBGE/2010

 

Área

592,231 km²

 

Previsão do Tempo

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